A CIA e a “A revolução dos bichos”


As atribulações políticas envolvendo a produção de filmes é tema recorrente na produção acadêmica pelo mundo. O último livro lançado sobre esse tema é Orwell Subverted: The CIA and the Filming of Animal Farm, de Daniel J. Leab. Trata-se de uma análise, como o título indica, da intervenção ideológica da CIA durante a criação do primeiro longa de animação de entretenimento britânico, Animal Farm (1954), conhecido no Brasil como “A Revolução dos Bichos”, foi dirigido por Joy Batchelor e John Halas. O livro traz informações interessantes, retiradas de fontes novas como os arquivos Orwell e documentos da CIA advindos do Freedom of Information Act além de entrevistas com os diretores.


A questão sobre a intervenção da CIA situa-se no fato de que a esposa de Orwell, Sonia, vendeu os direitos de sua fábula anti-stalinista transformada Animal Farm para a CIA. O livro gira em torno das questões sobre manipulação ideológica sobre esse material. De fato, na animação, optou-se por uma série de mudanças decisivas – como a oposição entre humanos e porcos que inexiste no livro – mas também é verdade que a CIA escolheu uma obra que, como as de Arthur Koestler, foi escrita por um ex-militante de esquerda denunciando justamente os desmandos totalitários da esquerda.

commondreams.org / dangerousminds.net

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